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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A Busca Universal

   
   Toda história infantil começa com um "Era uma vez...", se desenvolve, passando por grandes ápices de dificuldades, para no final acabar com um "felizes para sempre".
    Mas será que esse: "felizes para sempre", que já é implantado na cabeça das crianças desde pequenas pode ser real?
    E é isso. Desde meninos somos condicionados a busca da felicidade, mas a procura dela através dos meios externos, por tudo aquilo que possamos consumir vindo do alheio e em grande escala, tudo para que esse "tudo" nunca esteja completo.
   Isso é fruto do mundo capitalista que diz que para SER é preciso TER, e para ser feliz é necessário ter vários elementos materiais que são lançados a todo momento, e ter tudo que possamos comprar e o que não possamos também, é aí, nesse processo de obtenção de objetos e ações desnecessárias no qual nunca conseguimos nos satisfazer, que não nos encontramos felizes.
    Mas o foco não é o Estado, então deixemos o sistema  de lado e foquemos no que é almejado por todos os seres humanos sem exceção alguma, indo dos índios aos gerentes financeiros, passando por casados, mendigos e presidentes.
   Todos querem estar envolvidos pela sensação de que tudo é lindo e que sorrindo é que se faz a vida. Criamos metas, caminhamos, choramos, sorrimos, e esperamos sempre a chegada ao ponto máximo: a felicidade plena.
   Todavia, por qual motivo a almejamos tanto se é tão difícil alcançá-la? Para que movemos mil passos para chegar nela, sendo que sempre que ela nos encontra vai correndo para o mais longe possível sem nos permitir um desfrutar prolongado?
    Será mesmo que o nosso censo de felicidade diz o que realmente ela é? E é justa a sua forma de compreensão é a obstinação que provoca?
   Quem sou eu para responder a essas perguntas senão uma humana em busca do êxtase da felicidade. Não sou digna de expor uma ideia de análise sendo que eu mesma faço parte do produto analisado, porém, aqui vou eu a pensar um pouco mais sobre a nossa amiga, ou inimiga, felicidade.
    Existem os felizes e os infelizes por pré-disposição. Os felizes, ou os que se aproximam desse estado com mais frequência, são os seres que se sentem completos pelos frutos do próprio ser, sendo por uma ética respeitável, criatividade aflorada e principalmente pela expressão de seus bons valores morais.
   Os mais felizes são os que crêem e sentem que a felicidade parte de dentro, ao contrário dos pré-dispostos à infelicidade, que como citei antes, buscam a felicidade com a crença de que ela faça parte do que eles venham a possuir, um ciclo infindável que é o mais optado e o mais falho quanto aos seus resultados.
   Sendo de uma forma ou de outra, todos vamos atrás dela, pois, se desfrutada por meros instantes, faz-se necessária por mais vezes assim como uma droga, de tão boa que é a sensação momentânea, torna-se um vício, e fica marcada como objeto essencial a existência na vida.
    A felicidade, tal como o amor, tal como a vida, se faz validar por um bom momento, mesmo sendo os demais tão difíceis.
   A felicidade é explicada com o fruto da felicidade, e ele é "individual de cada um". A busca universal interior. 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Vontade


Vontade de produzir.
De ter um projeto,
o conduzir.
Ganhar um mérito.

Vontade de me expor.
Em fatos buscar
a razão de compor
e depois publicar.

Vontade de sair
Em jornadas viajar
Reportagens redigir
Na vida me esbanjar. 




sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Three



Poderia fazer 3 textos. 
Um sobre mim, um sobre a terra e um sobre o mar.
Um sobre a protagonista, um sobre o concreto e um sobre o flexível.
Um de quem vives, outro de quem quer viver e outro de quem se deixa viver.
Um que fala do ser, outro do equilíbrio e outro da felicidade.
Um duma vida, um do objetivo e um do caminho.
Um conteria dores, outro esperança e outro indiferença.
Um egoísta, e assim vem o estranho e então o subentendido.
Um contaria peripécias, outro exporia o louvável  e o outro exemplificaria o indispensável.
Um almejaria o amor, outro viveria o amor e o outro seria o amor.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A resposta


Nunca espere,
Nem venere.
Não suponha,
Nem se disponha.

Não almeje encontrar
de que forma pode ser.
Sem vantagem procurar
Ela, não vais reconhecer.

Da ideia, um lado.
Um corpo desamparado.
A duvida e Um só.
Laço sem nó.

Não vale a pena querer,
Nem viver para obter.
Fazer por quem se gosta,
Só o ser, Sem a resposta.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Replicas do amor

    E foi assim que começou, foi assim que se desenvolveu, e foi assim que terminou. Mas do fim sobraram duas lembranças: Kevin e Sam.
    Eles são os gêmeos mais lindos e encantadores. De uma beleza rara, almas cristalinas de poderes inimagináveis.
    Kevin, um garoto explosivo porém passivo, de cabelos negros e olhos castanho escuro, pele cor de caramelo, sorriso perfeito, traços delicados, personalidade forte, de olhar penetrante, e força capaz de mover o mundo. 
     Sam, assim como seu irmão, possui os cabelos negros e cacheados, de olhos profundos e pele frágil ela é a garota mais encantadora da ilha de Esupra. O que vem dela é uma magia dominadora de total incompreensão.
    Eles moram numa casa rustica e de sofisticada arquitetura com a mãe deles. Aquela mulher que todos se perguntam o porque da falta das palavras, o motivo do mistério e o principal, o que ela tanta busca ao olhar para o mar e para as estrelas.
    Dias de rotina chamam atenção, até o dia no qual isso se desenvolve e torna-se algo mais...
    A mãe incógnita, mais uma vez, chora ao ouvir uma música, e dessa vez o Kevin vai até ela e pergunta o que acontece com a matriarca de sua pequena família, mas ela não o olha na cara, não suporta ver a fisionomia do filho, e a voz, e as lembranças que ele causa. Ela simplesmente o ignora e sai correndo para a beira do mar. 
    A Sam chega para ele e fica sem entender, sem aguentar mais aquela ausência de explicação. Os filhos se perguntam o motivo, e que música seria essa que tanto a mãe ouve e que nunca os deixou ouvir. O pai deles, o que acontecera com ele, quem seria, como seria? Eles não aguentam mais isso, mas essas questões e duvidas. Chega de incerteza. Eis que tomam a decisão:

Kevin -Temos que descobrir a nossa razão no mundo. Como chegamos aqui e para que vinhemos. 

Sam - Aposto que isso tem a ver com o papai. E que isso reflete em como a mamãe é. Só pode ser.

Kevin - Precisamos achar o que ela procura e aposto que vem dele.

Sam - Mas não sabemos. Pode não ser, por que se fosse ela estaria com ele ou se não estivesse iria pelo menos nos contar quem era, o que fazia, o nome ao menos.

Kevin - Já sei. Vamos ouvir aquela música, aquela gravação que a faz ir para outro mundo, que a faz transformar-se em lagrimas e sorrisos seguidos de ódio e paz.

    E assim seguiram para o quartinho dela com a intenção de pegar o gravador, mas ao chegarem lá se depararam com outra coisa. Encontraram um livro. E ficaram espantados ao verem que era feito pela sua mãe, e o mais assustador, tinha o nome deles. O livro era a resposta. 
    Ao pegarem juntos levaram-no para o meio do templo EloSupra. Fez-se uma luz ao depositá-lo na mesa de mantras e antes que eles apagassem leram pela última vez naquela noite a frase, o título, a resposta. O nome da explicação da beleza, do fruto, do que seriam.
REPLICAS DO AMOR




P.S. Esse livro é meu futuro projeto que descrevera essa história. O amor não cabe em um texto. Talvez num livro, ou numa trilogia. Mas isso é pro amanhã.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Amor e Satisfação

    O amor é um elo complexo entre você e você meso. É um dom de tamanha importância que chega até a ser o motor, a substância de uma vida vivida.
    Este sentimento torna-se sujeito e também objeto; desejo e frustração; alegria e lágrimas; uma imaginação ou o almejado relacionamento.
    É o que faz o sentido de uma música, de uma peça, de um filme, e de um poema. É o que traz o sorriso, a elevação de espírito, o bem estar, a realização.
    O amor por si próprio já é amor. Não necessariamente precisamos despejar o amor no outro, apesar de nós também sermos o outro, e precisarmos do nosso amor. Apenas precisamos amar.
    O relacionamento. É nele que depositamos o nosso amor, a nossa dedicação, a demostração desse sentimento. É onde se faz o que se imagina, onde nos libertamos ao nos prender. O ligamento de dois gomos de uma corrente universal.
    Quando amamos o próximo desejamos o melhor. O melhor para o outro desde que seja para nós também, para nos satisfazer, para valer aquele sentimento.
   Este provedor de felicidades faz merecer todas as loucuras e peripécias cometidas para que a concretização seja feita e deleitada pelos integrantes desse elo supremo.
     Estar amando é o que nos satisfaz, e a satisfação vem das nossas ações e das atitudes do outro lado, o que vale é aquela troca. A troca de sorrisos, de palavras bonitas, de gestos, de ligações, de mensagens, de presentes, abraços e carinhos, a troca de importância.
    Mas tem aquele impasse, aquele momento em que se sente a insatisfação, a falta de. Falta de algo, falta de tudo, falta da troca. E há varias razões para a falta. Ela pode se resumir no desânimo, na desempolgação e na ausência dum sentimento, ou na "comodidade".
    Este estado é quando o relacionamento está tão "perfeito" que nem nos importamos mais com pequenas grandes coisas e vivemos com a cabeça cheia de suposições de que tudo está certo, sendo que pro outro falta a atenção, falta o afeto, falta  a materialização do amor.
    E então se faz a insatisfação, a que por tempo pode ser suprida por outrem, e aí é que a maioria dos relacionamentos terminam, e então outros começam tão belos quanto, e que podem terminar com o mesmo "erro".
    Tem também o fato de que nem todos relacionamentos são banhados por amor. A não ser que possa existir aquele amor pelo próprio relacionamento, ao relacionar-se, independente do próximo. Amor é individual.
    Assim como é singular, é um só, e só de quem sente, e sentimento, em especial esse, independe dos demais e muito menos da razão.
     O que é a razão senão um pontinho dentre vários outros que não fazem a mínima relevância para quem ama?
    Nunca se acha nem achará "razão" por amar tal pessoa. Se acha sim, graciosidade, qualidades, uma simpatia especial, mas nunca o motivo de ser El@.
     O amor só é um. Um por cada um que amamos. O amor é uma dádiva para quem o sente, é a realização eterna, o verdadeiro amor, e esse nunca morre, apenas adormece no coração de quem o sente.
    E quem repousa pode acordar e te fazer perceber que o amor vai além da vida, vai além do racional, além do que se é. O amor é o ser. 
     E o ser somos nós.